sábado, 17 de janeiro de 2015

TRAFICANTE BRASILEIRO É EXECUTADO NA INDONÉSIA POR FUZILAMENTO

   Marco dentro da cadeia na Indonésia (Foto: Rogério Paez / Arquivo pessoal)





Apesar de todos os pedidos do governo brasileiro e de autoridades internacionais, o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, foi fuzilado na noite deste domingo (18), (tarde de sábado, 17, no Brasil), pelo Estado da Indonésia. Ele foi condenado à morte por tráfico de drogas após tentar entrar com 13,4 quilos de cocaína no país, em 2003.
A confirmação do fuzilamento foi dada pela embaixada do Brasil em Jacarta, capital indonésia, além das informações do porta-voz da Procuradoria-Geral da Indonésia e do canal TV One, da Nova Zelândia. Archer foi executado à 0h30, no horário local, por volta das 16h do horário brasileiro, na prisão de Nusakambangan, no interior do país. Além dele, outros cinco condenados foram executados pelo pelotão de fuzilamento, em locais distintos. 
O corpo de Archer será cremado na Indonésia e, em seguida, trazido para o Brasil. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, as despesas do transporte serão custeadas pela família dele.
De acordo com o jornal Jakarta Post, da Indonésia, os seis condenados já estavam conformadoscom a sentença neste sábado (17), dia marcado para a morte deles. A reportagem diz que, antes da execução, eles ainda conversaram com líderes espirituais e tiveram que aceitar oficialmente a decisão do governo da Indonésia. O veículo também faz questão de salientar que nenhum dos seis condenados eram muçulmanos e que um deles resolveu fazer um jejum final antes da morte.
Neste sábado pela manhã, um canal de TV indonésio divulgou imagens da tia de Marco Archer, Maria de Lourdes Archer Pinto, depois do último encontro com o brasileiro, em Jacarta. Ela levou doce de leite e mel para o sobrinho na prisão. “Ele chorava muito. O Marco não merece isso”, disse Maria de Lourdes, após a visita. Dois funcionários da embaixada brasileira também visitaram Marco antes do fuzilamento.
Inédito
Marco Archer foi o primeiro brasileiro da história a ser condenado à morte e executado posteriormente fora do País. Ele estava preso desde 2003, quando tentou entrar com 13,4 quilos de cocaína no aeroporto de Jacarta, capital indonésia, em 2003. Ele conseguiu fugir, mas foi detido duas semanas depois, em uma ilha não muito distante. No ano seguinte, em 2004, Archer foi condenado à morte, e desde então estava esperando a data da execução.
Além de Archer, há outro brasileiro na fila da morte do governo do país asiático: o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, preso em 2005 por tentar entrar com drogas em pranchas de surf no aeroporto de Jacarta. Ele ainda não tem a data do fuzilamento marcada.

"A Indonésia é um país tranquilo, bem aberto, mas eles são muito restritos com relação às drogas. Se a pessoa for pega com um cigarro de maconha, ela vai ser presa e está arriscada a passar até oito anos na cadeia", afirmou. Ele acrescentou que há 138 pessoas para serem executadas – metade são estrangeiras.

As leis da Indonésia contra crimes relacionados a drogas estão entre as mais rígidas do mundo e contam com o apoio da população. "Com isso [as execuções], mandamos uma mensagem clara para os membros dos cartéis do narcotráfico. Não há clemência para os traficantes", relatou à imprensa local Muhammad Prasetyo, procurador-geral da Indonésia.


Fonte: G1 e Brasileiros.com

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